Energia Eólica – Uma Fonte de Energia Alternativa

Perspectiva histórica

Veleiros Historia da energia eolica [dropcap style=”1″ size=”3″]A[/dropcap] energia eólica tem sido aproveitada ao longo da história de diversas formas e com diversos fins, desde a propulsão à produção de energia.

Velas para navegação marítima

A primeira aplicação da energia eólica foi feita pelos Egípcios, e consistia na utilização de velas na navegação marítima. No século XV esta aplicação da energia eólica seria fundamental para os Portugueses nas suas viagens de exploração.

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Moinhos de vento

Moinho de vento antigos movidos a energia eolicaOutra das formas centenárias utilizada para aproveitar a energia do vento são os moinhos. Os moinhos de vento apareceram na Pérsia e estenderam-se para a Europa no século XII.

Energia eolica para moinhos de vento de extracçãoOs moinhos de vento eram utilizados na moagem de cereais e apesar de serem construídos de forma bastante arcaica (a estrutura das pás e os  mecanismos de engrenagens eram construídos em madeira) mantiveram-se em funcionamento até há poucas dezenas de anos. Hoje em dia ainda é possível encontrar alguns em condições de funcionamento.

Uma aplicação mais recente (século XIX) que teve grande implantação foram os moinhos de vento para bombagem de água. A água era impulsionada por uma bomba volumétrica accionada através de um mecanismo de manivela ou veio excêntrico.

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 Turbinas Eólicas

Turbina eolica construída em 1888Na segunda metade do século XIX início do século XX começaram a ser desenvolvidas as primeiras turbinas eólicas para produção de energia eléctrica.

As primeiras turbinas eólicas eram máquinas com dimensões consideráveis, no entanto, devido à baixa velocidade de rotação a que trabalhavam, tinham baixa eficiência de produção de energia.

Verificou-se posteriormente que o caminho a seguir para aumentar a eficiência de produção de energia era construir turbinas com maior velocidade de rotação e menor número de pás.

Turbinas eolicas para testes ano 1887Devido ao crescente interesse nesta forma de aproveitamento da energia eólica foram produzidas muitas  turbinas de testes das mais diversas configurações, no entanto a partir de 1980 quase todos os fabricantes começaram a optar pelo  mesmo conceito de construção, eixo horizontal com um rotor de três pás virado contra o vento.

A potência das turbinas eólicas tem aumentado consideravelmente na ultima década, actualmente a potência de uma turbina eólica standard ronda os 600 a 750 kW, enquanto que em 1990 o standard era de 300kW. Esta evolução resulta do aumento do tamanho das turbinas e do aperfeiçoamento da tecnologia.

turbina eolica actualO aumento do tamanho das turbinas é vantajoso tanto do ponto vista económico como do ponto de vista ambiental. Em regra geral, utilizando turbinas com maior potência unitária podemos produzir mais energia a partir de um menor número de turbinas instaladas. A redução do número de rotores em movimento diminui também o impacto visual.

O vento

Origem

Imagem de um satélite da NASA onde as zonas quentes do oceano estão assinaladas a vermelho e a amarelo[dropcap style=”1″ size=”3″]C[/dropcap]omo quase todas as energias renováveis (excepto a energia geotérmica e a energia maremotriz) também a energia eólica é originada pelo sol.

Como sabemos o aquecimento da superfície terrestre por parte do sol não é homogéneo. As zonas próximas do equador recebem mais energia que outras mais afastadas.

O aquecimento irregular da superfície terrestre provoca o movimento de massas de ar entre o equador e os pólos.

As massas de ar aquecem no equador tornam-se mais leves, sobem na atmosfera e quando atingem as altas camadas da troposfera dirigem-se para os pólos.

Caso fosse este o único factor a influenciar os ventos, então teríamos apenas ventos de Norte para Sul no hemisfério Norte e de Sul para Norte no hemisfério Sul.

Os ventos globais (ventos 1000m acima do solo) também são influenciados pela rotação da terra e por zonas de altas pressões o que faz com que para diferentes latitudes tenhamos diferentes direcções predominantes de vento.

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Direcções predominantes do vento nas altas camadas da atmosfera de acordo com a latitude

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Hemisfério

N N N S S S
Latitude 90-60º 60-30º 30-0º 30-0º 60-30º 90-60º
Direcção NE SW NE SE NW SE

origem do vento

[/table]

Quando se estuda a implantação de um parque eólico é importante conhecer a direcção predominante do vento no local em estudo. Conhecendo a direcção predominante do vento, podemos escolher o local de implantação das várias turbinas de modo a evitar que estas sejam perturbadas por obstáculos nessa direcção.

A tabela anterior refere-se aos ventos globais (ventos 1000m acima do solo onde não existe qualquer influencia de factores locais) , no entanto os ventos perto do solo podem não respeitar exactamente a tabela.

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Factores que influenciam o vento

Junto ao solo (até 100m de altura) o vento é influenciado por inúmeros factores como sejam:

Vento influenciado por obstáculosObstáculos

A existência de obstáculos provoca uma diminuição da velocidade do vento e promove a criação de zonas de grande turbulência o que resulta em significantes perdas de energia.

Porosidade do solo

Variação da velocidade do vento em altura numa zona de classe 2
Velocidade do vento/altura

Devido à porosidade do solo existem forças de atrito que tendem a diminuir a velocidade do vento. Como podemos verificar no gráfico da direita a diminuição de velocidade do vento devido ao atrito é tanto maior quanto menor for a distância ao solo.

A variação da velocidade do vento com a altura influencia  o projecto das turbinas.  O projecto das turbinas eólicas tem de ter em conta que a força aplicada pelo vento na parte superior do rotor é maior do que a aplicada na parte inferior.

Como seria de esperar quanto mais porosa for a superfície maior será a sua influência na velocidade do vento, a tabela seguinte mostra a classe de rugosidade de vários tipos de superfícies:

Velocidade do vento em função rugosidade do solo
Velocidade do vento em função rugosidade do solo

Existem fórmulas empíricas que, com base numa velocidade medida a uma altura conhecida e na rugosidade do terreno, nos permitem estimar a velocidade a diferentes alturas.

energia solar factores que influenciam o vento

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Efeitos locais

efeitos locaisEmbora os ventos globais sejam importantes, a direcção e intensidade do vento numa determinada região é muitas vezes influenciada pelas condições climáticas dessa zona.

[highlight bg=”#FFFF00″ color=”#000000″]Os efeitos mais comuns são as brisas marinhas e os ventos nas montanhas.[/highlight]

As brisas marinhas são originadas pelo facto de, durante o dia, as zonas costeiras aquecerem mais rapidamente que o mar. O ar sobre a zona costeira aquece, torna-se mais leve, e ao subir na atmosfera arrasta ar fresco do mar para terra criando assim a referida brisa marinha. Durante a noite o vento muda de direcção e a brisa passa a dirigir-se em direcção ao mar.

ventos nas montanhas efeitos locaisOs ventos nas montanhas têm origem nas vertentes viradas a sul (Hemisfério Norte).  Quando as encostas e o ar que as rodeia aquecem por acção do sol dá-se uma diminuição na densidade do ar.

Este ar menos denso sobe ao longo da encosta em direcção ao topo da montanha criando assim uma corrente de ar junto à superfície da encosta.

Durante a noite o vento tem a direcção inversa, passa a descer a montanha. Nalgumas regiões montanhosas, como os Alpes ou os Andes, este efeito consegue por vezes produzir ventos bastante fortes.

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Orografia (contornos do terreno)

Orografia (contornos do terreno)Os contornos do terreno influenciam bastante as condições de vento, tanto em termos de velocidade como de direcção. Essa influência pode por vezes ser bastante benéfica devido à criação de efeitos aceleradores.

Um dos efeitos mais conhecidos é o efeito de túnel. Este efeito acontece quando o vento é obrigado a passar através de estrangulamentos (ex: vale no meio de duas montanhas).

Devido à diminuição da área de passagem provocada pelo estrangulamento o vento aumenta consideravelmente de velocidade, logo se instalarmos uma turbina eólica neste local teremos muito mais energia disponível.

Para que se obtenha um bom efeito de túnel é necessário que os obstáculos que criam esse efeito não sejam muito irregulares, caso contrário iremos ter muita turbulência,  o que inviabiliza a instalação das turbinas.

O ar ao aproximar-se da colina é comprimido

Outro dos efeitos aceleradores que pode ser criado devido aos contornos do terreno é o efeito de colina.

O ar ao aproximar-se da colina é comprimido, vai aumentando de velocidade até passar o topo da colina e volta a expandir-se  a jusante.

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Potencial Eólico

[dropcap style=”1″ size=”3″]O[/dropcap]s conversores eólicos aproveitam a energia cinética do vento.

Sabemos que a energia cinética é dada por:formula do potencial eólico

Sendo o caudal mássico de ar através do conversor eólico dado por:

caudal mássico

temos  que a potência disponível será:

potência disponível

em que:

– Massa volúmica do ar (kg/m3)

A – área varrida pelo rotor da turbina(m2).

V – Velocidade do vento (m/s).

Com base na expressão anterior podemos facilmente concluir que a potência disponível irá variar com o cubo da velocidade do vento.

O gráfico da direita relaciona a velocidade do vento com a potência disponível por m2 de área varrida pelo rotor de uma turbina eólica. Por este gráfico podemos facilmente constatar que, ao duplicarmos a velocidade do vento de 8m/s para 16m/s, a potência disponível passa de 312,5 W/m2 para 2 500 W/m2.

velocidade do vento / potência disponível

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Potência útil

[dropcap style=”1″ size=”3″]P[/dropcap]s turbinas eólicas não aproveitam toda a energia disponível no vento porque isso é impossível. Para que isso se verificasse, a velocidade do vento à saída do conversor eólico teria que ser igual a zero; isto significava que o vento(uma determinada massa de ar) entrava na turbina mas não saía (situação impossível)

Podemos definir um factor, normalmente designado por coeficiente de potência, que relaciona a potência colectada (potência mecânica útil) com a potência disponível.

potencia útil / potencia disponível potência mecânica útil

Em 1919 Albert Betz’s (Físico Alemão) provou que o rendimento máximo que se poderia obter numa turbina eólica seria igual a 59,3 %, isto é:

Cpmax = 0.593

Este físico verificou também que o rendimento máximo é obtido quando a velocidade do vento à saída do conversor eólico é igual a 1/3 da velocidade à entrada, isto é :

V2 =1/3 V1

Considerando:

coeficiente de potência

Cw – factor de conversão de energia.

deflexão que a turbina provoca no escoamentoNa figura é possível verificar a deflexão que a turbina provoca no escoamento, esta deflexão deve-se ao facto da velocidade a jusante da turbina ser inferior à velocidade a montante.

Como a massa de ar à saída da turbina é igual ao caudal à entrada, então uma redução na velocidade de escoamento após a turbina implica um aumento da área ocupada pelo escoamento.

Com base nas expressões anteriores podemos também calcular o binário e a força tangencial que é aplicada nas pás da turbina.

tangencial que é aplicada nas pás da turbina

e

tangencial que é aplicada nas pás da turbina

logo:

força tangencial que é aplicada nas pás da turbina

Sendo:

Ft – Força tangencial aplicada em cada pá do rotor.[N]

T – Binário ao veio do rotor( veio de baixa velocidade).[N.m]

r – Raio do rotor. [m]

ω – Velocidade de rotação. [rad/s]

n – Número de pás do rotor.

N – Velocidade de rotação do rotor. [rot/s]

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Turbinas Eólicas (Aerogeradores)

[dropcap style=”1″ size=”3″]A[/dropcap]s turbinas eólicas classificam-se basicamente em dois tipos, eixo vertical e eixo horizontal.

Turbina de eixo horizontal
Turbina de eixo horizontal
Turbina de eixo vertical
Turbina de eixo vertical

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Vantagens e desvantagens das turbinas de eixo vertical

 Vantagens

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  • O gerador e a caixa de velocidades podem ser colocados no solo e a máquina não necessita de torre
  • Não necessita de mecanismo para orientar o rotor contra o vento.

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Desvantagens

[list style=”cross”]

  • Baixa velocidade do vento junto ao solo
  • Baixa eficiência
  • Necessita de estar presa por cabos, não sendo assim viável a sua instalação em zonas de cultivo.
  • Uma avaria no rolamento principal implica a completa desmontagem da máquina.

[/list]

Actualmente quase todas as turbinas eólicas para produção de energia eléctrica são turbinas de eixo horizontal com três pás, no entanto também existem turbinas  de apenas duas pás.

As turbinas eólicas utilizadas para produção de energia eléctrica são normalmente designadas como aerogeradores.

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Constituição de uma turbina eólica – principais componentes

[dropcap style=”1″ size=”3″]Q[/dropcap]uase todas as eólicas existentes actualmente no mercado têm uma constituição básica idêntica. As maiores diferenças têm a ver com as especificações técnicas dos seus componentes.

Para este exemplo foi utilizado o esquema de um aerogerador da marca NORDEX modelo N-90.

Principais características:     

Potência eléctrica nominal – 2 300 kW

Diâmetro do rotor – 90 m

Altura da torre – 80 a 100 m.

Constituição de uma turbina eólica principais componentes

1- Pás do rotor – As pás do rotor são normalmente construídas em fibra de vidro reforçada a resinas(epoxi) ou outros materiais plásticos. Esta combinação de materiais apresenta um bom compromisso entre rigidez, peso e custo de produção.

2- Cubo do rotor – Peça que suporta as pás da turbina.

3- Estrutura de suporte – É esta estrutura que suporta os principais componentes do aerogerador. (gerador, caixa de velocidades, armários do sistema de controlo,etc.)

4 – Rolamento do eixo de baixa velocidade. (baixa velocidade ≈ 15 a 30 rpm)

5 – Eixo de baixa velocidade. (eixo directamente ligado ao cubo do rotor)

6 – Caixa de velocidades – Faz a multiplicação de velocidade para o eixo de alta velocidade. (alta velocidade  ≈ 1500 rpm, caso se trate de um gerador  com dois pares de pólos que é o mais comum)

7 – Disco de travão – Serve para assegurar a imobilização do rotor quando o vento sopra com velocidades fora da gama de funcionamento turbina. (gama de funcionamento normal  – 3 a 5 m/s (velocidade normal de entrada em funcionamento)  / 25 m/s velocidade de paragem)

8 – Acoplamento do gerador  – acoplamento flexível.

9 – Gerador eléctrico – Transforma a potência mecânica colectada pela turbina em potência eléctrica.

10 – Permutador de calor do  circuito de arrefecimento da caixa de velocidades.

11 – Ventiladores para arrefecimento do gerador eléctrico.

12 – Sistema de medição das condições de vento – Este sistema mede as condições de vento (velocidade e direcção) e envia essa informação para o sistema de controlo da turbina. O sistema é composto por anemómetros e cata-ventos.

13 – Sistema de controlo do aerogerador – Este sistema monitoriza e controla o funcionamento da turbina de modo a assegurar o seu bom funcionamento.

14 – Sistema hidráulico – Controla a pressão dos sistema de travagem do rotor e do mecanismo de rotação da turbina. Nas turbinas de pás fixas(em que o controlo de potência é feito por perda aerodinâmica) o sistema hidráulico assegura também o controlo dos travões aerodinâmicos(Pequena secção móvel na ponta das pás – a  travagem aerodinâmica efectua-se rodando a ponta da pás 90º).

15 – Mecanismo de rotação da turbina – Este sistema é constituído por motores eléctricos que accionam as engrenagem para que a turbina esteja sempre virada contra o vento. Os motores eléctricos são comandados pelo sistema de comando de acordo com as informações que este recebe do sistema de medição do vento.

16 – Rolamento do mecanismo de rotação.

17 – Cabina do aerogerador – É dentro desta cabina que estão instalados os principais equipamentos do aerogerador.

18 – As torres podem ser tubulares, como a apresentada na figura, ou podem apresentar uma construção tipo treliça. As torres tipo treliça são mais baratas e necessitam de fundações mais ligeiras; no entanto, nos últimos anos, este tipo de torres tem vindo a perder mercado principalmente devido a questões relacionadas com o impacto visual.

19 – Sistema de ajuste do ângulo das pás (apenas existente em turbinas em que a regulação de potência é feita por variação do ângulo das pás) – Este sistema destina-se a ajustar o ângulo das pás de modo a que estas possam aproveitar o máximo de energia possível para diferentes velocidades de vento. Este sistema assegura também a travagem aerodinâmica quando é necessário parar a turbina. A travagem é conseguida através da rotação das pás da turbina de modo a que fiquem alinhadas com o vento.

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Considerações acerca da dimensão das turbinas eólicas

Dimensão das Turbinas Eólicas [dropcap style=”1″ size=”3″]N[/dropcap]a figura da direita podemos observar a relação entre o diâmetro típico do rotor e a potência nominal da turbina.

Numa primeira análise, e de acordo  com a figura, poderíamos pensar que quanto maior for a turbina a instalar maior será a energia produzida e, consequentemente, maior será a rentabilidade do investimento. A análise efectuada anteriormente nem sempre é verdade, pois existem diversos factores que condicionam a escolha do tamanho das turbinas.

As condições de vento no local onde se instala a turbina são bastante importantes; quanto maior for a potência do gerador a instalar, maior será a potência que teremos de ter disponível para fazer rodar a turbina.  Se pretendermos instalar uma turbina eólica num local com baixo potencial eólico, devemos escolher uma turbina com um gerador de pequena potência e um rotor grande. Ao fazermos esta escolha, estaremos a maximizar a potência produzida anualmente, dado que a turbina irá funcionar mais horas ao longo do ano.

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Razões para optar por turbinas maiores

[list style=”check”]

  • Como em muitas outras coisas, nas turbinas eólicas também existe economia de escala, isto é, máquinas grandes conseguem normalmente gerar energia a mais baixo preço. Isto acontece porque o custo das fundações, das estradas, da ligação à rede eléctrica, mais o número de componentes da turbina eólica são praticamente independentes do tamanho da mesma.
  • Grandes turbinas adaptam-se bastante bem a parques eólicos “off-shore”(parques construídos no mar). O custo das fundações não cresce proporcionalmente com o tamanho da máquina e o custo de manutenção é bastante independente do tamanho.
  • Em locais onde seja difícil encontrar espaço para instalar mais do que uma turbina, instalando uma turbina grande com uma torre alta podemos usar o recurso eólico existente mais eficientemente.

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Razões para optar por turbinas menores

[list style=”check”]

  • A rede eléctrica local pode ser demasiado fraca para suportar a produção de uma turbina grande. Isto pode acontecer em locais de fraca densidade populacional, que têm pouco consumo de energia eléctrica, e estão por isso distantes da rede eléctrica principal.
  • Um parque eólico constituído por várias turbinas pequenas apresenta menor flutuação de potência, as flutuações ocorrem arbitrariamente e têm assim tendência a anular-se mutuamente. Novamente turbinas mais pequenas podem ser vantajosas em linhas eléctricas fracas.
  • O custo de usar grandes veículos especiais e de construir estradas suficientemente consistentes que possibilitem o transporte de todos os componentes da turbina pode tornar as pequenas turbinas mais competitivas nalgumas zonas.
  • Aspectos estéticos podem por vezes indicar a instalação de turbinas menores. As turbinas grandes têm no entanto menor velocidade de rotação, logo atraem menos a  atenção do que um grande número de pequenas turbinas a rodar rapidamente.

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Desenvolvimento Actual

[dropcap style=”1″ size=”3″]A[/dropcap] energia eólica é hoje em dia vista como uma das mais promissoras fontes de energia renovável, caracterizada por uma tecnologia já bastante madura.

Os parques eólicos são cada vez mais um elemento habitual na paisagem de muitos países europeus como a Alemanha, Dinamarca, Holanda e, mais recentemente, a Espanha ou o Reino Unido.

Na Europa estima-se que 25% do consumo de energia eléctrica poderia ser satisfeito a partir da energia eólica.

Os países Europeus com maior potencial eólico estimado são o Reino Unido, a Espanha e a França. Curiosamente, nem a Dinamarca nem a Holanda, países pioneiros na introdução da energia eólica na Europa, nem mesmo a Alemanha, o país com maior potência eólica instalada do mundo, são particularmente favorecidos do ponto de vista eólico. Portugal também não apresenta condições extraordinárias de vento.

turbinas eólicas no marUma das áreas onde se têm registado maiores avanços é a instalação de turbinas no mar. A tendência para o aumento da potência unitária das turbinas, em conjunto com o desenvolvimento da tecnologia das fundações para turbinas marítimas, tem contribuído para aumentar a competitividade desta forma de aproveitamento da energia eólica.

O Governo Dinamarquês prevê instalar cerca de 4 000 MW em parques eólicos marítimos antes de 2030(se adicionarmos estes 4 000 MW aos cerca de 1 500 MW  instalados em terra então podemos dizer que cerca de 50% do consumo de energia eléctrica na Dinamarca será assegurado através da energia eólica).

A previsão do governo dinamarquês é sustentada num relatório elaborado pelas companhias eléctricas que aponta para um potencial eólico estimado de 8 000 MW, tendo em conta as restrições habituais(paisagem protegida, rotas marítimas, zonas militares). As zonas seleccionadas distam entre os 7 e os 40 km da costa e apresentam profundidades de 5 a 11 m. O desenvolvimento na tecnologia das fundações, parece indicar que em breve poderá tornar-se rentável instalar turbinas em águas com profundidades até aos 15 m; caso isto se confirme, o potencial eólico da costa Dinamarquesa poderá ascender aos 16 000 MW .

A energia eólica em Portugal tem tido pouca implantação dado que ao longo dos anos a aposta nas energias renováveis tem dado mais atenção à energia hídrica.

energia eólica em Portugal energia eólica em Portugal

Nos últimos anos, e em consequência de algumas alterações em termos de legislação aplicada ao sector energético, tem-se assistido à criação de alguns parques eólicos. Apesar da recente criação de vários parques eólicos, a potência eólica instalada actualmente no nosso país é ainda pouco significativa.

De acordo com o programa E4 apresentado pelo ministério da economia em Setembro de 2001 prevê-se que a potência eólica instalada no nosso país atinja os 3000 MW no ano 2010.

A energia eólica em Portugal

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Impactos Ambientais da Energia Eólica

Positivos

O desenvolvimento da energia eólica pode ser atractivo ao nível nacional pelos seguintes motivos:

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  • Contribuição positiva para o objectivo nacional em termos de limitação das emissões de gases com efeito de estufa e outras emissões atmosféricas ( CO2, NOx, SO2, partículas…);
  • Nula ou reduzida poluição atmosférica, da água e do solo;
  • Contribuição para o objectivo de redução da dependência energética;
  • Contribuição para os objectivos de política energética e de desenvolvimento sustentável.

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Negativos

O desenvolvimento dum projecto eólico é susceptível de gerar alguns efeitos ambientais negativos que devem ser minimizados ou eliminados:

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  • A localização dum parque eólico deve respeitar uma distância mínima em relação a zonas habitadas para que não se verifiquem perturbações provocadas pelo ruído emitido pelos aerogeradores, bem como evitar a escolha de sítios com valor patrimonial (arqueológico, histórico, ecológico, etc.);
  • O impacte visual de um parque eólico, embora seja subjectivo, exige certos cuidados, nomeadamente quando implantado em zonas mais sensíveis do ponto de vista da qualidade visual da paisagem;
  • O movimento de rotação das pás dos aerogeradores pode ser responsável pela morte de aves. Este efeito pode ser minimizado com uma correcta localização dos parques eólicos evitando, nomeadamente, as rotas migratórias; 
  • As fases de construção das vias de acesso e de implantação do parque eólico podem gerar alguns impactes na fauna e flora locais.

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Geradores de energia para quando esta falha

Descobrimos que as pessoas têm várias questões acerca dos geradores de energia adequados para as suas casas, incluindo questões sobre que aparelhos podem ligar ao gerador, que tamanho devem comprar e como o podem ligar ao fornecimento de energia da casa. Assim decidimos fornecer as respostas para as questões mais comuns sobre geradores.

Devido a situações de diversa ordem, as pessoas receiam as interrupções de energia. Foi o que concluímos quando fomos a Houston, no Texas, para a última semana do primeiro Evento de Segurança Doméstica, um evento organizado pela Popular Mechanics e patrocinado pela RAM Trucks, pela Stihl e pela Nothern Tools + Equipment.

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gerador de energia para toda a csas

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Nas apresentações, por exemplo, encontrámos pessoas na multidão que diziam já ter ficado sem energia durante períodos de três semanas, após o Furacão Ike, em 2008, entre outros desastres. Contudo, não interessa onde vive, um pequeno planeamento contra desastres pode favorecer bastante a segurança da sua família, especialmente quando se fala em gerar a sua própria electricidade. Aqui ficam as dez questões básicas, sobre geradores de energia, que as pessoas colocaram, e respectivas respostas.

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Dimensão dos geradores de energia

[dropcap style=”2″ size=”3″]N[/dropcap]ão estamos a falar de tamanho físico, mas sim da capacidade eléctrica do gerador de energia. Esta capacidade depende da soma da carga eléctrica dos aparelhos eléctricos pretende ter a funcionar simultaneamente, medida em watts. Em primeiro lugar, some todas as cargas eléctricas que terá a funcionar simultaneamente.

Depois, por precaução, descubra qual o aparelho que requer mais electricidade para por o motor a funcionar e adicione essa carga ao total. A razão para isto é que itens maiores como o ar condicionado tendem a consumir bastante quando são ligados, duas ou três vezes mais do que quando já estão a funcionar.

Você quer-se assegurar de que o seu gerador de energia consegue suportar essa necessidade extra de energia; assim, os itens maiores não irão sobrecarregar o sistema quando ligados.

[highlight bg=”#dfff99″ color=”#000000″]Cada aparelho tem dois tipos de voltagem:[/highlight]Cada aparelho tem dois tipos de voltagem: a voltagem de funcionamento e a voltagem de sobretensão.

Os geradores de energia são classificados segundo a voltagem de sobretensão pois devem apresentar alguma capacidade em excesso para o caso de necessitar de mais energia do que a calculada.

Ao comprar um gerador de energia, escolha o tamanho com base na voltagem de funcionamento e a voltagem de sobretensão deverá automaticamente estar já assegurada pelo equipamento. Se tem receio de necessitar de uma maior voltagem de sobretensão, compre um gerador de maior capacidade.

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Diferença entre um gerador permanente e de recurso

O de stand-by é um aparelho que está instalado de forma permanente, como por exemplo um compressor para o sistema central de ar-condicionado. O seu motor funciona através de gás natural ou propano. O de recurso é um pequeno aparelho de motor a gás que irá por a funcionar fora da casa ligando-o ao interruptor de transferência. Também pode ser ligado a cargas eléctricas através de cabos de extensão específicos.

Cargas a ligar ao gerador

Pat Porzio, da PM, tem como profissão instalar geradores. Ele é engenheiro mecânico, canalizador e electricista e gestor de AVR (Aquecimento, Ventilação e Refrigeração) para a Russo Brothers Plumbing em Hanover Leste, N.J. Estes são os circuitos com que normalmente trabalha:

  • Casas de banho de primeiro andar
  • Alguns circuitos de luzes
  • Refrigerador
  • Fornalha
  • Portões de garagem
  • Bombas de Extracção
  • Outras cargas a considerar serão bombas de depósitos, bombas de ejecção de esgotos ou circuitos de ar-condicionado

Cálculo da voltagem

Os fabricantes e retalhistas destes equipamentos fornecem folhas de cálculo ou calculadoras de voltagem nos seus websites para o ajudar nos cálculos. A Honda é um bom exemplo.

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Onde o fixar

Siga as instruções do manual. Se o manual aconselhar prender o gerador ao chão, será relativamente fácil fazê-lo. Uma forma simples é passar um cabo de calibre 12 desde o terminal térreo por uma haste de cobre que tenha preso ao terreno, perto do gerador. (Irá ver um símbolo para o ajudar a identificar a localização do terminal.)

Instalação do gerador de energia

A forma mais segura de montar é liga-lo a um equipamento eléctrico chamado interruptor de transferência. Esta consiste num interruptor com um subpainel eléctrico. É ligado directamente ao painel de serviço da casa, e ao gerador.

instalação de um gerador

Quando acciona o interruptor, ele faz duas coisas. Em primeiro lugar, desliga a casa dos cabos exteriores. Isto previne que a energia vá para o exterior, o que poderia magoar ou matar alguém. Em segundo lugar, envia energia apenas para os circuitos da casa que designou previamente. Desta forma, o equipamento não ficará sobrecarregado.

A menos que seja um amador com experiência (tendo formação eléctrica e mecânica mas sem ter licença de electricista), será melhor pedir a um electricista com licença para lhe instalar o interruptor de transferência.

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Medidas de segurança para geradores de energia

Não ligar o gerador a uma tomada de parede

Não. Isto é conhecido como contra fluxo, e é extremamente perigoso por várias razões. Por exemplo, se alguém se esquecer de accionar o travão do circuito principal para isolar a casa das ligações externas, o aparelho poderá enviar energia eléctrica para fora da casa, para os cabos externos. Quando isto acontece, a electricidade que você está a gerar pode magoar ou matar o funcionário que estiver a tentar reparar os cabos danificados.

Onde não colocar

Nunca coloque o equipamento dentro da casa, da garagem, debaixo de um telhado, num alpendre, dentro de um alpendre fechado ou perto de uma janela aberta. Mesmo com a porta da garagem aberta, o monóxido de carbono (CO) no exaustor pode fazer com que alguém adoeça ou, no pior caso, morra.

Outras medidas

Tenha detectores de fumo e de CO instalados e a funcionar dentro de casa.

Mantenha-o a pelo menos 10 pés de distância da casa para minimizar os riscos do CO e também de a cobertura de vinil se derreter.

Nunca adicione combustível enquanto está quente. Lembre-se “deixe arrefecer antes de abastecer”.

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O ruído

ruidoOs geradores de energia mais avançados em termos de mecânica fazem um melhor trabalho do que os mais antigos ao ajustar o rpm do motor à descarga eléctrica. Isto reduz a velocidade de funcionamento, tornando-os menos barulhentos e conservando combustível.

Alguns cientistas caseiros andam a experimentar colocar os silenciadores das motas e dos ATVs nos seus geradores. Isto pode ser feito se tiver as competências necessárias para trabalhar com metal. Mas tenha cuidado: na maioria dos casos ao fazê-lo está a violar a garantia.

Terá de fazer também a sua parte: a forma mais simples de reduzir o barulho é reduzir a carga eléctrica imposta. Para além disso, é pouco realista pensar que poderá manter o seu estilo de vida normal com um pequeno gerador de motor a gás no exterior da sua casa.

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Cura para as hemorróidas por Holly Hayden

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[dropcap style=”1″ size=”3″]H[/dropcap]olly Hayden é uma pesquisadora independente e colunista, escreveu o milagre hemorróida. Ela tem um programa conjunto que tem sido eficaz para milhares de pessoas que sofrem de hemorróidas em todo o Mundo.

A alegação de Holly baseia-se na “cura” das hemorróidas e para isso sugere remédios naturais não recorrendo a cirurgias ou pomadas caras.

Anatomia das hemorroidas

Sessões Curtas

Holly tem uma abordagem directa para lidar com o problema. O seu guia é objectivo e pode facilmente ser terminado em algumas curtas sessões. Com a sua investigação e com a sua própria experiência criou um sistema para ajudar que sofre de hemorróidas e precisa dum alívio duradouro.

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Remédios Caseiros

Deve-se ter em mente que no mundo hemorróida, a palavra “curar” significa que irá encolher-se e não lhe dará qualquer problema.

Se verificar no interior do sistema milagre hemorróidas vai encontrar abundância de remédios caseiros e tratamentos que fornecem maneiras de aliviar, diminuir e prevenir as hemorróidas. Estas soluções incluem métodos chineses de lidar com as hemorróidas, assim como muitas outras maneiras.

Uma explicação do porquê de alguns dos remédios mais usados na preparação H, até porque alguns somente resolvem temporariamente o problema, mas não chegam à raíz do problema. Variadíssimas idéias de adstringente natural e anti-sépticos são também fornecidas a fim de ajudar a aliviar a comichão, inchaço e dor.

Há tantos remédios sugeridos no livro, que se não encontrar algo que funcione para si, então há probabilidade de que nenhum remédio natural á sua medida, no entanto, depois de ler o guia, nós acreditamos que há algo lá dentro para cada um de nós. É um livro com ajuda muito concisa sobre os meios naturais de aliviar, curar, prevenir e se livrar de hemorróidas por completo.

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Como Evitar

Holly alcança outro nível, dando-lhe algumas dicas sobre como evitar hemorróidas de futuro. Ela aborda uma série de temas que ajudam a livrar do stress as veias da parede anal. Mantendo estas livres de inchaço é a única forma de prevenir hemorróidas. Aprofunda também sobre dieta e o estilo de vida.

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Receita para Acabar com as Hemorróidas

O preço do livro é de R $ 37. Holly também oferece suporte 24 / 7 para qualquer pessoa que compre o seu guia. É algo pouco comum hoje em dia, se estiver em dificuldades, pode pedir-lhe conselhos. Ao pagar alguns dólares pode actualizar o pacote multimídia. O material do guia em si é suficiente, mas o áudio cria uma outra dimensão às coisas, como Holly o leva através do seu “Crystal Remedy” (este é o remédio que ela diz que a ajudou a livrar das suas hemorróidas), assim como uma receita para ajudar a manter a pressão arterial em baixo, e muito mais.

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Minimizar o Risco

[dropcap style=”1″ size=”3″]E[/dropcap]ntão poderá livrar-se completamente do seu problema de hemorróidas? Bem, a resposta é simples “não”. A verdade da questão é que não importa o que o programa afirma que pode fazer, as veias ainda existem na sua paredes anal. E embora não haja nenhuma maneira permanente de “curar”esta doença, alguns programas fazem um grande trabalho de minimizar o risco de hemorróidas, e igualmente grande na diminuição do tamanho e redução da dor, irritação associada a hemorróidas.

H-Milagre de Holly System é um produto muito bom se está á procura de um bom livro sobre cura de hemorróidas. O tratamento de cura 48 horas pode não ser preciso para todos, mas deverá começar a sentir um alívio rápido e ser capaz de melhorar significativamente.

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Vídeo

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Andrea Neves – TANCREDO E O ENCANTO POSSÍVEL

Algumas pessoas sugerem que eu escreva mais sobre a minha história.

Aí vai, então, mais um pedaço dela.

Esse é um artigo que fiz sobre o meu avô e foi publicado na revista Vogue em 1984. Eu tinha 25 anos.

Família Neves: Tancredo, Andrea e Aécio

Tancredo, o encanto possível

Paulo Mendes Campos dizia, em crônica, já antiga, que os grandes milagres, ao contrário do que pode parecer, não acontecem depressa, mas devagar, muito devagar.

De certa forma é também o que acontece com as “grandes lições” que a vida nos oferece. Na falta de um adjetivo melhor chamo “grandes lições” ao processo de incorporação daqueles princípios éticos básicos, sem os quais o homem perde a sua referência, sua identidade, sua ponte própria com o mundo.

Hoje, a cotidiana violência das manchetes dos jornais nos treina para o silêncio, e o caos em que se encontra a humanidade nos faz beirar o imobilismo: de agentes da nossa própria história corremos o risco de nos transformar em espectadores amedrontados cujo único mérito é o de ainda ter forças para torcer por um final menos infeliz.

E vamos envelhecendo precocemente em cada gesto contido, em cada indignação não mais sentida, em cada lágrima não repartida.

É esse o sentido maior deste texto: através dos olhos, da voz e do coração de primeira neta revelar um pouco do afeto e da ternura que o dia-a-dia insiste em tentar nos fazer esquecer.

No tempo em que vivemos, quando parece ter se tornado normal essa total desorganização de valores, esse cruel ceticismo diante da quase impossibilidade do amanhã, essa cor opaca que trazemos nos olhos, o grande aprendizado que meu avô vem repartindo conosco, vem sendo tecido com calma e emoção ao longo de toda a nossa vida.

A primeira lembrança, a mais remota, é de uma tarde no apartamento de Copacabana. Ele, com infinita paciência, cantava Se Essa Rua Fosse Minha. Eu, excitada pelo fascínio que o ambiente (a biblioteca) me despertava e pela impressão que as ilustrações de A Divina Comédia, que minha curiosidade folheara algumas horas antes, me causara, relutava em conseguir dormir.

Depois, como em todas as manhãs, vieram as estórias (verdade que sempre as mesmas…) e eu seria capaz de jurar que ele se divertia tanto quanto eu com as nuances de voz e expressão que criava para os personagens.

Avanço um pouco no tempo e lá estávamos nós, passeando pelas ruas de São João del Rei. Em cada esquina, uma história; a cada passo, um amigo, um dedo de prosa, um abismo de recordações. Lembro-me, numa dessas ocasiões, do desassossego que me tomou conta, quando, entreouvindo uma dessas conversas, descobri, encantada, que ele também já fora menino, nadara no Olho d’Água e brincara nas torres da Matriz…

Chegou a minha adolescência e com ela a descoberta de uma nova dimensão da sua figura. Agora, as conversas eram verdadeiras aulas de história e a facilidade com que discorria sobre os mais diversos assuntos me ingressou num mundo novo. É até hoje fascinante vê-lo, na descontração do universo familiar, falar com a mesma intimidade sobre os grandes clássicos da literatura universal, sobre alguns aspectos de determinada teoria política ou mesmo comentar a técnica de uma jogadora de basquete. A ecleticidade da sua formação faz com que navegue com segurança e naturalidade sobre as mais diversas áreas do conhecimento humano.

É também nessas ocasiões que melhor se revela a agudez do seu espírito: bem-humorado, domina com maestria o uso da ironia sem jamais chegar ao sarcasmo, ao mesmo tempo em que é capaz de levar um “oponente” ao exaspero sem sequer alterar o tom da voz. São presentes dele alguns dos meus melhores livros e só não foram mais importantes na minha formação do que as dedicatórias que os acompanham.

No espaço de vida real, o avô e o político se confundem revelando o homem na sua dimensão maior. E é esse quem vem nos legando a mais valiosa de todas as heranças: o seu exemplo vivo de coragem, lealdade e serenidade. Coragem que revela ao sustentar as suas posições contra as platéias mais adversas; lealdade quando reserva, mesmo aos adversários, toda a sua atenção e respeito (embora nem sempre receba o mesmo tratamento) e a serenidade que caracteriza os que sabem discernir entre a limitação e o infinito dos fantasmas que povoam as almas humanas.

A sua inteligência já é por demais conhecida e só é superada pela dimensão da sua lucidez. Não aquela lucidez fria, exclusivamente racional, mas aquela outra, a lucidez comovente dos que conseguem não deixar de sonhar. E se algum lampejo de altivez ilumina de quando em vez o seu olhar, ele se deve exclusivamente ao orgulho que devem sentir os homens capazes de viver, e, vivendo, se manterem fieis não só aos compromissos que estabelecem com o mundo exterior, mas principalmente aos que travam consigo mesmos e que se revelam naqueles princípios básicos a que me referia no início do texto.

Por outro lado, a humildade com que se comporta nos vem mostrando desde criança que a vaidade não é a melhor das madrinhas, assim como o aplauso fácil não é o melhor dos troféus. A rigidez do seu caráter, a profunda solidariedade que o liga aos amigos e a fé que ainda consegue ter nos destinos do país são aspectos da sua personalidade que transparecem para todos que partilham do seu convívio.

Se é verdade que a minha infância o quis mais por perto e que a minha adolescência lhe cobrou alguns arroubos, também é verdadeiro o profundo encantamento que sua alma sempre exerceu sobre o meu coração.

O tempo tem a sua medida e foi justamente ela quem foi aos poucos me revelando novas dimensões da sua figura humana. Ainda me lembro que no tempo em que meus pais se dedicavam à tarefa inglória – de resto reservada a todos os pais – de tentar me poupar das dores inevitáveis do crescimento, foi dele a bênção cúmplice e silenciosa que recebi, seja quando deixei o Brasil para descobrir o mundo, seja quando a prática política me levou para caminhos distintos dos seus.

E foram exatamente esse silêncio e essa cumplicidade os elementos utilizados para tecer, ao longo dos anos, o que eu hoje chamaria de nosso “pacto de convivência familiar”, cujo principal objetivo era o de tentar separar o mundo “lá de fora”, o das manchetes dos jornais, do mundo “aqui de dentro”, o da segurança afetiva, revelando aquela que durante muito tempo foi uma das suas maiores preocupações: separar a política da sua vida privada.

Tinha assim a ilusão, acredito eu, de nos preservar de aborrecimentos e preocupações, mal sabendo que cada problema não trazido para casa era ansiosamente adivinhado em cada olhar, cada gesto seu.

Nesse sentido, esse texto é uma pequena traição (pela qual peço desculpas) a essa fantasia que durante tanto tempo orientou a nossa vida familiar, na medida em que cria a inevitável interseção entre esses dois mundos: a interseção da realidade.

Fecho os olhos e o vejo no aniversário de sua irmã cantando Elvira Escuta. No instante seguinte é Natal e sua voz grave ecoa pela sala através dos versos de Noite Feliz. Vou à janela, respiro fundo e penso que apesar de serem poucos os meus anos e muitas as coisas já desacreditadas, algum encanto que ainda não me foi revelado deve existir num mundo capaz de produzir homens como este.

A sua bênção, meu avô.

Fonte: http://andreaneves.com/site/tancredo-e-o-encanto-possivel/

O Porquê de Aprender os Costumes de Outros Países

As nossas interacções com pessoas de outros países e culturas costumam ser o resultado de viagens que fazemos. Mas agora, interagimos com pessoas de todo o mundo, diariamente, porque vivemos e trabalhamos com elas, lado-a-lado. Tornamo-nos numa sociedade multi-cultural.

Empresários viajam diariamente, por todo o mundo, cruzando-se entre si, nos aeroportos, nos hóteis ou em centros de negócios á volta do mundo. Conhecer, entender e praticar uma etiqueta empresarial correcta para cada país é essencial para eles e mesmo para aqueles que estão em casa.

Se quer ser bem sucedido, necessita de reconhecer, respeitar e apreciar as diferenças culturais que vai encontrar. Se tem negócios com outros países, tem de saber quais os costumes dos seus clientes e contactos, ser sensivel ás suas tradições e respeitar as diferenças.

Não interessa a qualidade do seu produto ou o seu nível de conhecimento, se você desconhecer as práticas empresariais e os costumes sociais dos outros, quem vai sofrer é a sua empresa. Um pequeno erro, tais como, tratar pelo primeiro nome, ignorar as regras da pontualidade ou mandar flores da cor errada para o seu cliente, pode-lhe custar a relação comercial, o negócio ou a venda. Por outro lado, saber sobre costumes internacionais pode lhe ajudar  nas suas relações empresariais.

É fácil cometer erros, que lhe podem custar o negócio, sem saber que os cometeu. Veja estes exemplos de pequenas falhas nas regras de etiqueta internacional, que lhe podem estragar os negócios:

1.      Tratar as pessoas pelo primeiro nome. Espere que lhe seja dito que o pode fazer.

2.      Ignorar os hábitos alimentar dos outros países, tais como os Hindus, Judaicos ou Muçulmanos.

3.      Fazer o sinal de “OK” com a mão, para alguém da América do Sul ( é o equivalente a mostrar o dedo médio em Portugal).

4.      Dar um relógio a uma pessoa na China ( significa que está a desejar por uma partida precoce deste mundo para essa pessoa). Embrulhar o presente com papel branco ou azul também tem um significado semelhante. Embrulhe com papel vermelho(Sorte) ou amarelo (Felicidade).

5.      Dar uma palmada nas costas a um empresário japonês. Evite o contacto físico. Para cumprimentar alguém, utiliza-se a tradicional Vénia.

Vénia

6.      Ir direito aos negócios na America Latina ( tenha uma pequena conversa social, primeiro).

7.      Não usar as duas mãos quando troca cartões de negócios na China ou Japão.

8.      Dar, seja o que for, com a mão esquerda, no Médio Oriente. A mão esquerda só é utilizada para a “higiene pessoal”

Se quer ser bem sucedido nos negócios que faz com pessoas de diferentes culturas, aprenda tudo o que pode sobre elas. Faça pesquisa. Comece por focar-se nos cumprimentos, no código de vestuário, do que deve oferecer, na conversa apropriada, nos gestos e linguagem corporal, na pontualidade e nos estilos de negociação.

Existe uma expressão japonesa que diz “Shitashiki naka nimo reigi ari” (Boas maneiras, mesmo entre amigos). Não seja excluido ou tenha o seu negócio arruinado, só porque não estudou os costumes e tradições dos seus clientes.

 

Faça o seu trabalho de casa, seja porque vai fazer negócios no estrangeiro ou porque vai conviver com clientes estrangeiros no seu país. Tudo conta, até ao infímo detalhe.

Como Trabalhar as Boas Práticas de Gestão de Projetos em Escola Públicas

HENRIQUE NUNWEILER ANGELIM SILVA

COMO TRABALHAR AS BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO DE PROJETOS EM ESCOLAS PÚBLICAS

CARAGUATATUBA – 2013

2013

HENRIQUE NUNWEILER ANGELIM SILVA

COMO TRABALHAR AS BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO DE PROJETOS EM ESCOLAS PÚBLICAS

CARAGUATATUBA – 2013

2013

COMO TRABALHAR AS BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO DE PROJETOS EM ESCOLAS PÚBLICAS

HENRIQUE NUNWEILER ANGELIM SILVA

Henrique Nunweiler Angelim Silva[1]

Resumo

 Muito tem se falado na evolução do ensino publico e melhorias necessárias para a melhoria de diversos setores, mas como podemos trabalhar com tantos projetos de melhoria conseguindo controlar com perfeição as etapas e pessoas envolvidas? Durante o artigo levantaremos as principais tecnologias e boas práticas que facilitam o trabalho do gestor escolar. Este artigo não é focado para gestores de projetos, mas sim a gestores escolares que pretendem se familiarizar com o gerenciamento de projetos, que assim como será relatado, facilitará o trabalho de diversos profissionais da área.

 

Palavras-chave: Gestão. Projetos. Escola. Pública.

 

Introdução

 O presente trabalho tem como papel principal esclarecer dúvidas e responder questionamentos relacionados a como trabalhar as boas práticas de gerenciamento de projetos em escolas públicas. Mas existem ainda muitas dúvidas em relação à gestão de projetos em si, e qual seria sua importância a gestão escolar. Mas existem situações que todo gestor escolar, sendo diretores, coordenadores ou funcionários, deve gerir mais de um projeto ou esforço simultaneamente e que normalmente envolvem muitas pessoas. As principais dificuldades encontradas foram:

·         Falta de conhecimento de técnicas de gerenciamento de projetos;

·         Dificuldade de execução devido à sobrecarga de trabalho ou projetos;

·         Falta de interesse por parte dos gestores.

Segundo o PMBOKTM[2],

“O termo projeto é um esforço temporário empreendido para alcançar um objetivo específico. Projetos são executados por pessoas, geralmente têm limitações de recursos e são planejados, executados e controlados”. (PMBOKTM, c. Filial, p 1).

Isso nada mais é do que a realidade, muitos gestores escolares têm de empreender para realizar tarefas das mais variadas naturezas visando a melhoria, adaptação ou criação de serviços ou setores de sua área.

Neste contexto, o principal objetivo é fornecer aos gestores educacionais uma forma de gerir projetos especificamente voltados a gestão de escolas públicas. Para alcançar os objetivos propostos, utilizou-se como recurso metodológico, a pesquisa bibliográfica, realizada a partir da análise pormenorizada de materiais já publicados na literatura e artigos científicos divulgados no meio eletrônico. O trabalho final foi fundamentado nas ideias e concepções de autores como PMBOK(2012), Lück (2008), Motta (2010), Dias (2012) e Sena (2008).

Desenvolvimento

A área educacional recebe cada vez mais atenção e investimento por diversos fatores, mas o que realmente estamos tratando no momento é como estes investimentos serão trabalhados e quais são as formas de controlar com eficiência recursos humanos e financeiros, sem desamparar nenhuma das áreas.

Mas antes de tudo, vamos entender um pouco melhor o que vem a ser o gerenciamento de projetos. Normalmente, utilizamos uma metodologia que neste caso é a metodologia PMI. A metodologia PMI (Project Management Institute ou Instituto de Gerenciamento de Projeto) é um órgão que regimenta as boas práticas de gerenciamento de projetos. Eles definem as “áreas de conhecimentos” em:

  • 1.    Gestão de Escopo;
  • 2.    Gestão de Tempo;
  • 3.    Gestão de Custo;
  • 4.    Gestão de Qualidade;
  • 5.    Gestão de Recursos Humanos;
  • 6.    Gestão de Comunicação;
  • 7.    Gestão de Riscos;
  • 8.    Gestão de Aquisições;
  • 9.    Gestão de Integração.

As famosas nove áreas de conhecimento do PMBOKTM são dividas desta forma, cada uma com seu número de processos para o planejamento, execução, monitoramento ou encerramento de suas tarefas. Vamos começar a falar um pouco de cada área de conhecimento.

A primeira citada é a Gestão de Escopo, área esta responsável por todo o trabalho que deverá ser realizado para a entrega do produto ou serviço final. Nesta área, especificamos tudo o que será ou deverá compor nosso projeto, como por exemplo, o projeto de construção de uma nova biblioteca para a escola. Além da construção da biblioteca (que seria o produto final), também devemos fazer a aquisição de livros, mesas, computadores e etc., e tudo isso compõe o escopo do projeto.

A segunda área de conhecimento citada é a Gestão de Tempo, área responsável pela administração de prazos e metas de um projeto. Assim como foi visto na definição do que é um projeto, “projeto é um esforço temporário[3], portanto, o tempo de um projeto deve ser bem especificado e trabalhado.

A Gestão de Custo é a área responsável pelo cumprimento do orçamento estabelecido no escopo do projeto. Assim como foi visto na definição do que é um projeto, “Projetos são executados por pessoas, geralmente têm limitações de recursos…[4]. Durante a elaboração do escopo do projeto, é definido o orçamento do projeto, e tanto o cliente como o fornecedor devem entrar num consenso e aprovar um valor, e este valor é a base da gestão de custos de um projeto.

A quarta área é a Gestão de Qualidade, mas o que é qualidade? Segundo o PMBOKTM, a qualidade pode ser mensurada como “o grau até o qual um conjunto de características inerentes satisfaz as necessidades”, e segundo o PMI, “um projeto com qualidade é aquele concluído em conformidade com os requisitos, especificações e adequação ao uso”. Durante o desenvolvimento do escopo do projeto, devem-se descrever com clareza as características do serviço ou produto parcial e final do projeto. Seguindo o exemplo da biblioteca, vamos supor que no desenvolvimento do projeto foi decidido que a biblioteca teria 20 prateleiras de livros de literatura e de matemática, e a prestadora de serviço que prepara a biblioteca coloca apenas 10 prateleiras de cada matéria. Mesmo se os livros e as prateleiras forem corretos, o estabelecido no projeto foram 20 prateleiras, isso, portanto é uma execução de má qualidade. Resumidamente, qualidade é tentar criar um ou mais serviços ou produtos oferecidos ao cliente, o mais próximo possível do que ele solicitou.

A área de conhecimento seguinte é a Gestão de Recursos Humanos e é uma nova forma de se abordar o recurso humano. Até então, investimentos eram vistos somente como finanças, mas o PMBOKTM nos mostra que há uma preocupação na administração dos recursos humanos de um projeto. Os recursos humanos de um projeto nada mais são do que a equipe que participará do projeto, de qualquer forma, desde um diretor até um auxiliar, todos os envolvidos no projeto devem ser citados no Plano de Recursos Humanos. Ainda no exemplo da biblioteca, durante o planejamento e desenvolvimento do escopo, deve-se descrever quem será a equipe envolvida no projeto da biblioteca (não na sua manutenção posterior) como pedreiros, mestres de obras, arquitetos, engenheiros e etc.

Uma das áreas mais importantes do PMBOKTM é a Gestão de Comunicação que abrange também a Gestão de Conflitos. Segundo o professor Huxley Dias, a gestão de comunicação contém,

“… processos necessários para assegurar que as informações do projeto sejam geradas, coletadas, distribuídas, armazenadas, recuperadas e organizadas de maneira oportuna e apropriada”.

(DIAS, Huxley. GERENCIAMENTO DE COMUNICAÇÕES DO PROJETO. Slide 2. p. 1)[5]

Esta área é responsável pela comunicação entre todos os setores e envolvidos em um projeto, e pela gestão dos conflitos que possam ser gerados em decorrências de qualquer etapa do projeto.

A sétima área de conhecimento é a Gestão de Riscos, área esta que visa a minimização de riscos e ameaças que possam influenciar negativamente, direta ou indiretamente o resultado parcial e/ou final do projeto. É uma das ações mais complexas da gestão de projetos pois requer um conhecimento da área de atuação e muitas vezes a experiência facilita o trabalho pois podemos prever com mais facilidade possíveis eventos imprevistos no escopo do projeto.

A penúltima área de conhecimento é a Gestão de Aquisições. Segundo o site Wikipédia,

“O Gerenciamento de Aquisições do Projeto é responsável por cuidar das compras e aquisições de produtos, serviços ou resultados necessários para a realização do trabalho. A organização pode ser o comprador ou fornecedor do produto, serviço ou resultado. O Gerenciamento de Aquisições do Projeto inclui os processos de gerenciamento de contratos e de controle de mudanças necessários para administrar os contratos ou pedidos de compra. Este gerenciamento inclui, ainda, a administração de qualquer contrato emitido por uma organização externa (o comprador) que está adquirindo o projeto de uma organização executora (o fornecedor) e a administração de obrigações contratuais estabelecidas para a equipe do projeto pelos contratos.”

(Site WIKIPÈDIA. Gestão de Aquisições).[6]

Está área sempre estará de muitas formas atreladas a gestão de custos pois assim como ela, também deve respeitar o orçamento estabelecido no escopo do projeto.

E por último, a Gestão de Integração. Ela é de suma importância para o projeto, pois tem como responsabilidade integrar todos os serviços e produtos desenvolvidos no projeto. Ela está de várias formas, entrelaçada com todas as oito áreas anteriores, pois seu trabalho é apenas consolidar o conhecimento gerado por cada uma delas.

Mas depois de tudo isso, como utilizar estes conhecimentos na gestão escolar? Os conhecimentos de gerenciamento de projetos foram criados para serem aplicados em qualquer área, e por isso se adéquam perfeitamente a área educacional.

Quando falamos de melhorias na educação, tomaremos de exemplo uma unidade escolar que receberá um laboratório de informática no local onde havia uma sala de aula desativada. Há uma série de processos desde o pedido do laboratório até sua instalação na U.E.[7]. O PMBOKTM em sua 4ª edição, possui 40 processos, cada um deles executando uma função referente a uma das nove áreas de conhecimento.

Figura 1: Fluxograma de processos do Gerenciamento de Projetos segundo a metodologia PMI.[8]

Nem sempre precisamos utilizar todos estes processos para o desenvolvimento de um projeto, mas existem alguns processos vitais como “Controlar o escopo” ou “Coletar os requisitos” entre outros, que sem os mesmos, ficaria muito difícil gerir um projeto.

Então, depois que o gestor já possuir certo conhecimento em gerenciamento de projetos, ele deve selecionar os processos que melhor se adéquam ao seu projeto, e implementá-los em sua sequência, iniciação, planejamento, execução, monitoramento/controle e encerramento. Lembrando que a metodologia abordada não dita a forma correta e única de se fazer, mas tem como objetivo mostrar as boas práticas de execução de processos diversos que envolvam projetos. Estas práticas podem ser adotadas por gestores tanto para projetos que eles desenvolvam, como projetos desenvolvidos pela U.E. ou por outro órgão ligado aos mesmos.

Conclusão

Portanto, uma das formas mais fáceis e eficientes de se trabalhar com projetos em escolas públicas é através da metodologia PMI, que nos oferece uma grande quantidade de recursos e processos que podem ser trabalhados de forma maleável. Esta metodologia pode se adequar a todo tipo de projeto, independente da natureza do projeto, e todos eles podem ser trabalhados de forma completa, extinguindo a necessidade de improvisos por parte do gestor responsável pelo projeto, o que poderia atrapalhar o resultado o serviço ou produto final do projeto.

REFERÊNCIAS

PMI – INSTITUTO DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS. O Corpo de Conhecimento de Gerenciamento de Projetos – PMBOK® GUIA EDIÇÃO 2012. São Paulo – Brasil 2012.

SENA, Cleonice; MIRANDA, Ivanilda O. Gerenciamento de Projetos. Disponível em: http://www4.faculdadepromove.br/expressao/index.php/files/article/download/7/pdf. Acesso em 13 de dez. de 2012.

DIAS, Huxley. Gerenciamento das Comunicações do Projeto. Disponível em: http://www.slideshare.net/huxleydias/gerenciamento-das-comunicacoes. Acesso em 13 de dez. de 2012.

LÜCK, Heloísa. Perspectiva da Gestão Escolar e Implicações quanto à Formação de seus Gestores. Disponível em: www.ceap.g12.br/site/download.php?cod=21. Acesso em 13 de dez. de 2012.

GARCIA, José. E. M. A Lenda da Área de Conhecimento Perdida. Disponível em: http://ogerente.com.br/rede/projetos/area-de-conhecimento-perdida. Acesso em 13 de dez. de 2012.


[1] Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Universidade Módulo. Professor de Informática no Colégio Tableau. Instrutor de Informática na Escola People Caraguatatuba. Professor da área de Programação para Computadores e Informática Administrativa na Escola Técnica de São Sebastião. Coordenador do Curso de Informática para Internet na Escola Técnica de São Sebastião.

[2] PMBOK – Project Management Book of Knowledge ou Corpo de Conhecimento de Gestão de Projetos. Livro que regimenta todas boas práticas de gestão de projetos pela Metodologia PMI.

[3] (PMBOKTM, c. Filial, p 1).

[4] (PMBOKTM, c. Filial, p 1).

[5] Acessado dia 09/12/2012 as 15:44 hs.

[6] Link http://pt.wikipedia.org/wiki/Gerenciamento_de_aquisi%C3%A7%C3%B5es_do_projeto. Acessado dia 12/12/2012 as 18:02 hs.

[7] Sigla que significa Unidade Escolar.

[8] Fonte: http://www.mhavila.com.br/topicos/gestao/pmbok.html Acessado dia 13/12/2012 as 20:34 hs.

Projectos escolares

Aluguel de carro – As diferentes políticas de combustível

políticas de combustível
Ao alugar um carro é preciso ficar atento a diferentes detalhes, e um deles é a política de combustível aplicada pela locadora de veículos.

Conheça aqui as opções mais comuns oferecidas por locadoras de veículos pelo mundo:

Opção “full to full” - Ao escolher esta opção, o cliente irá receber o tanque de combustível do veículo CHEIO e deve devolve-lo da mesma maneira, CHEIO. Fique atento se a quantidade de combustível indicada no veículo corresponde ao documento fornecido pela locadora. Ao devolver o veículo, certifique-se de devolve-lo o mais cheio possível, pois a locadora poderá cobrá-lo do combustível faltante, o que pode lhe custar mais caro que o normal. Tente localizar um posto de gasolina próximo a locadora, para que facilite o abastecimento na devolução.

Opção pré-pago (ou Full to Empty) – Esta opção é geralmente comum em locadoras “low cost” (geralmente no sul da Europa). Para muitos essa é a opção mais conveniente, mas se você quer evitar surpresas no seu aluguel, evite escolher essa opção. Com esta opção o cliente tem de pagar localmente pelo tanque de combustível inicial, e deve devolve-lo o mais VAZIO possível, pois não haverá reembolso para o combustível não utilizado. Muitas vezes o preço do combustível cobrado pela locadora é superior ao cobrado na bomba de combustível comum.

Portanto fique atento na hora das escolha do seu veículo de aluguel. Leia todos os termos e condições e evite surpresas.

Nós da Auto Europe, pensando em facilitar a vida de nossos clientes, oferecemos em nossa página on-line um “filtro” onde você pode escolher filtrar a opção de combustível desejada no momento da reserva.

Espero que tenha achado este artigo informativo. Em caso de dúvidas ou questões, deixe-nos um comentário abaixo ou acesse o site da Auto Europe Brasil.

Vantagens e desvantagens em despedir um treinador de futebol

A mudança de treinador no  decorrer de uma temporada desportiva é uma estratégia muito utilizada pelos clubes de futebol e dos desportos profissionais em  geral. Trata-se de um ato de gestão que acarreta uma série de vantagens e  desvantagens e que exige uma ponderação muito cuidada por parte dos dirigentes.  Saiba quais são os prós e os contras em despedir um treinador de futebol e  conheça os efeitos que essa mudança provoca.

Despedimento

Vantagens em despedir um treinador de futebol

Injeção de motivação nos jogadores

A mudança de treinador acarreta,  geralmente, um acréscimo de motivação, em grande parte porque os atletas são  levados a aumentar o seu esforço para ganharem a confiança do novo técnico.

Introdução de novas ideias de jogo

Por vezes, o insucesso desportivo  deriva de uma certa repetição de processos em campo, o que facilita o trabalho  de preparação dos jogos por parte da equipa adversária. Ou seja, as estratégias  de jogo acabam por se tornar previsíveis. Dessa forma, a introdução de um novo  técnico, com novas ideias, poderá servir de clique para que a equipa reaja e vá  contra todas as adversidades. Muitas vezes, mesmo contra todas as  apostas, a equipa  teoricamente mais fraca vence a mais forte e acaba por conseguir uma boa  classificação geral.

Criação de uma nova onda de entusiasmo nos adeptos

Muitas vezes, os adeptos são os  primeiros a exigir a mudança do treinador. Assim, a entrada de um novo técnico  provoca novas esperanças nos adeptos, aumentando o entusiasmo e o apoio à  equipa.

Dar oportunidade a jogadores menos utilizados

Cada técnico tem ideias muito  próprias que, obviamente, são mais bem servidas por determinado tipo de  jogadores. Um técnico novo trará certamente novas ideias e, como tal, novas  oportunidades para jogadores até aí pouco utilizados na equipa principal.

Fomentar o interesse dos órgãos de comunicação social

A entrada de um novo técnico numa  equipa provoca na comunicação social um maior interesse pela vida de um  determinado clube, dinamizando a sua atividade. Por outro lado, também funciona  como uma estratégia de marketing, embora por via indireta. Um novo técnico  acrescenta novas notícias, novos motivos de interesse para a comunicação social  que assim contribui para uma maior divulgação da vida do clube.

Desvantagens em despedir um treinador de futebol

Fator económico

O despedir um treinador é uma  despesa acrescida para os “cofres” de um clube, pois será necessário pagar os  devidos salários pela quebra do contrato que os ligava e outras cláusulas  contratuais que possam existir. Normalmente, o clube tem de pagar ao técnico os  salários correspondentes à totalidade do contrato. É frequente que determinadas  cláusulas contratuais, ou a simples boa vontade do técnico, dispensem esse  pagamento. Mas, na maior parte dos casos, a substituição do treinador acarreta  despesas acrescidas.

Habituação dos jogadores à “chicotada psicológica”

Quando um clube muda  constantemente de treinador, os jogadores sentem-se mais desresponsabilizados  e, com o tempo, habituam-se à rotina de trocar de treinador. Por vezes,  verifica-se nos clubes alguma habituação a este tipo de mudanças que propiciam  nos jogadores a crença de que se algo não correr bem, o treinador será o  sacrificado. Mesmo que isto ocorra a nível inconsciente, é um fator negativo no  desempenho dos atletas.

Instabilidade no seio do plantel

A “chicotada psicológica” é um  momento de mudança que acarreta transtornos processuais, administrativos e  legais normalmente nefastos para a vida corrente dos clubes.

Necessidade de um novo período de adaptação por parte dos jogadores

A entrada de um novo técnico, com  ideias novas pode ser muito positiva para uma dada equipa. Mas uma vantagem  pode por vezes transformar-se num obstáculo; as novas ideias exigem dos  jogadores um período de adaptação que pode não ser compensado pelo fator de  motivação acrescida.

Imagem negativa do clube junto dos treinadores

A repetição da “chicotada  psicológica” numa mesma época ou em temporadas sucessivas pode causar uma  imagem negativa do clube junto dos treinadores; é comum ver que um clube onde  se tornou vulgar o despedimento, é um clube pouco desejado pela generalidade  dos treinadores, uma vez que aí sentem uma pressão acrescida sobre o seu  trabalho.

A história do Surf no litoral norte de São Paulo

“As Praias” como era chamado o litoral norte em São Sebastião até a década de 70 e 80, época em que foi construída a rodovia Rio-Santos BR 101, que margeia a costa do estado de São Paulo e Rio de Janeiro.

A região era frequentada principalmente por turistas aventureiros e surfistas que procuravam lugares rústicos, sem a modernidade e infraestrutura que Santos e Guarujá ofereciam. Na época, os únicos habitantes de Boiçucanga e região eram os caiçaras que trabalhavam com a pesca, moradores da Vila dos Pescadores.

Atualmente, as praias do litoral norte como Juquehy e Maresias, próximas a Boiçucanga, são centros de turismo, com ótima infraestrutura com lojas, bancos, hospitais, ótimos restaurantes e até shopping centers. Esta condição atrai milhares de clientes por ano para passar temporadas com tranquilidade e segurança.

Surf

O Surf em São Sebastião, no litoral norte tem como o maior expoente a praia de Maresias, onde são realizados até campeonatos internacionais. Em Maresias, o Canto do Moreira é o local considerado por muitos surfistas como o lugar onde tem a melhor e mais tubular direita de São Paulo, com altura de até 10 pés.

Em Camburi, a prática de surf também é intenso por conta que o mar com ondulação constante tanto da esquerda como da direita. O local também tem ótima infraestrutura com relação a hotéis e pousadas, além de alguns dos melhores restaurantes do litoral norte de São Paulo.

 

Seguindo de São Pauolo para São Sebastião, o melhor caminho é pela Rodovia Carvalho Pinto- Ayrton Senna até a altura da cidade de Mogi das Cruzes. Então cruzar a cidade e descer a Serra do Mar em direção ao litoral pela Rodovia Mogi – Bertioga até a a cidade de Bertioga. Daí para frente seguir pela Rodovia Rio Santos sentido Rio de Janeiro até chegar na região das praias onde estão Juquehy, Maresias, Boiçucanga e Camburi.

7 Aspetos que determinam a renovação de contrato de um futebolista

Um clube de futebol como o SL  Benfica é constituído por um conjunto de bons profissionais: treinadores,  dirigentes, preparadores físicos, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros  técnicos especializados. Todos se empenham em trabalhar para o sucesso do clube  ao qual foram contratados. Os futebolistas não são exceção, pois trabalham para  servirem e para crescerem com o clube, procuram títulos e glória coletiva e um  local onde sejam felizes por muitos anos. Conheça os aspetos que determinam a  renovação de contrato de um jogador de futebol.

fotebol

1. A assiduidade

Um jogador de futebol deve  participar em todos os treinos e concentrações da equipa, uma vez que isso vai  promover a união e o estreitamento de laços de amizade do grupo. Deve ter a  responsabilidade de chegar atempadamente a todos os compromissos do clube e dar  o exemplo aos mais jovens. Apenas em caso de lesão ou em determinadas situações  de emergência é que a falta e o atraso são aceitáveis.

2. A disciplina

A disciplina é um aspeto  fundamental para que um jogador de futebol tenha o seu contrato renovado com o  respetivo clube. Assim sendo, o futebolista deve empenhar-se ao máximo em fazer  tudo o que lhe for pedido, sejam exercícios físicos, treinos específicos para  aperfeiçoamento técnico ou outras indicações que estejam descritas no seu  contrato.

3. O bom desempenho técnico em campo

É muito importante participar no  sucesso coletivo da equipa com um bom nível técnico dentro de campo. Mesmo que  o jogador não faça parte das apostas do treinador para o onze titular e esteja  no banco de suplentes, ele deve ter sempre um bom desempenho quando for chamado  a intervir em jogos amigáveis ou oficiais.

4. O bom relacionamento com técnicos e companheiros  de equipa

O futebolista deve ser obediente  ao seu treinador e respeitar os seus companheiros de equipa de forma  profissional e amigável. Brigas, desentendimentos e/ou agressões são  inaceitáveis e passíveis de multas/castigos severos. Em muitos clubes de  futebol, uma pequena discussão entre jogadores já foi motivo de rescisão  contratual.

5. O respeito pelos sócios e simpatizantes

Um jogador de futebol deve  respeitar sempre os sócios e os simpatizantes da equipa pela qual assinou  contrato. Declarações ofensivas ao clube ou à massa adepta na imprensa são  inaceitáveis e também passíveis de punição. O jogador deve ser sempre contido  nas suas declarações e evitar declarações polémicas para que a imagem do clube  não seja difamada nos órgãos de comunicação social.

6. A boa condição física

Os grandes futebolistas estão  sempre concentrados em melhorar a sua condição física para que o seu desempenho  em campo esteja sempre em alta. Para o conseguir, é fundamental ter uma vida  regrada e uma alimentação saudável para manter sempre um bom condicionamento  físico.

7. O bom comportamento fora de campo

Um dos aspetos que mais  influenciam a renovação de contrato de um jogador de futebol é a vida que ele  leva fora de campo. Além de bom jogador, ele precisa de ser um bom pai, bom  filho e bom companheiro. Quando um futebolista tem um comportamento desordeiro  fora de campo, o clube acaba sempre por ficar com má imagem, pois, no final de  contas, trata-se de um funcionário do próprio clube.

Enfim, para que um clube de  futebol renove o contrato de um jogador, todos os aspectos descritos acima são  avaliados, não somente a qualidade técnica, mas também a qualidade como ser  humano e profissional.

 

MAIS ALICE

Alguns amigos me enviaram uma mesma sugestão: mostrar algumas das minhas edições de Alice no País das Maravilhas e pedir ao professor Ângelo que mostrasse algumas das de Chapeuzinho Vermelho que ele possui.

Vou falar com ele. Enquanto isso, trago algumas Alices.

Fiquei na dúvida sobre qual critério usar.
Escolhi o do tempo.

Seguem três das edições mais antigas que tenho na minha coleção:
A primeira é uma edição americana de 1949:

Edição americana de Alice - 1949

Alice’s Adventures in Wonderland and Through the Looking Glass – 1949

A segunda, uma edição francesa de 1953:

Alice, edição francesa

Alice au Pays des Merveilles – Edição francesa

A terceira, uma edição brasileira de 1962.
A tradução é de Monteiro Lobato

Alice, edição brasileira - 1962

Alice no País das Maravilhas – Edição brasileira de 1962. Tradução de Monteiro Lobato

MAIS ALICE

Existem vários livros sobre Alice.
Um dos meus preferidos é All Things Alice, de Linda Sunshine, uma coletânea de frases, poemas e comentários sobre o livro e seu autor Lewis Carroll. Por exemplo, você sabia que ele numerava as cartas que escrevia e recebia e que a última teve o número 98.721? Nesse livro você também encontra referências de John Lennon, Borges e outros autores sobre Alice. Vale a pena.

Livro: All Things Alice

Livro: All Things Alice

Ps: Acabo de receber um e-mail do professor Ângelo. Ele tem “62 Chapeuzinhos Vermelhos em 8 línguas, sem falar em várias versões do folclore antes de Perraul.”
É, as minhas Alices ainda precisam crescer muito…

Fonte: http://andreaneves.com/site/mais-alice/